O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, recebeu nesta segunda-feira, 18, o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, para debater os desafios e as oportunidades da mineração brasileira.
Segundo Jungmann, o setor enfrenta obstáculos para avançar, como o baixo conhecimento geológico – apenas 27% do território conta com algum tipo de informação sobre minérios. “Precisamos urgentemente revisar isso e uma das possibilidades é fazer um mapeamento de todo o minério brasileiro. É preciso que haja um estudo dos minerais que podemos verticalizar ou não”, disse.
O presidente do Ibram citou ainda a necessidade de financiamento para projetos minerais, assim como as dificuldades relacionadas à regulação e à fiscalização. Também participaram da reunião o vice-presidente do Ibram, Fernando Azevedo, e o diretor de relações institucionais, Rinaldo Mancin.
Mancin acrescentou a importância da indústria de mineração para a transição energética e para a Nova Indústria Brasil (NIB). “Temos um setor invisível para a sociedade, que é o grande motor da transição energética. Não há energia nenhuma que não demande minerais, até mesmo a nuclear”, pontuou.
Cappelli assegurou diálogo permanente com o Instituto, que conta com mais de 160 associados, responsáveis por 85% da produção mineral do país. A ideia é ajudar no mapeamento dos minérios brasileiros.
“O Brasil só possui 3% do subsolo mapeado na escala correta. Vamos mudar isso. O futuro da inovação está diretamente ligado ao potencial de minerais críticos e estratégicos”, afirmou o presidente da ABDI.