De pioneiras a líderes: mulheres que fazem a diferença na ABDI

De pioneiras a líderes: mulheres que fazem a diferença na ABDI

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, conheça o trabalho de colaboradoras da Agência que exercem cargos de liderança

Os avanços da industrialização, ao longo dos anos, abriram espaço para a crescente entrada das mulheres no mercado de trabalho. Historicamente dominado por homens, o setor industrial tornou-se um espaço de luta por inclusão e igualdade. Apesar de os desafios ainda serem grandes, um estudo lançado nesta semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a participação de mulheres em cargos de lideranças subiu de 35,7% para 39,1%, entre 2013 e 2023, com aumento também da paridade salarial.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) conta com 161 funcionários, sendo 87 mulheres, entre efetivas, terceirizadas e colaboradoras. Ao todo, sete delas – uma diretora e seis gerentes – lideram projetos fundamentais para o desenvolvimento da indústria.

Nomeada há pouco mais de um ano, a diretora de Economia Sustentável e Industrialização, Perpétua Almeida, carrega na bagagem profissional atuações importantes no Congresso Nacional, onde presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, a Comissão Especial de Desastres Ambientais, o GT e a Comissão Especial do 5G. Também foi secretária de Produtos e Indústria de Defesa no Ministério da Defesa.

“À frente dos espaços de poder e liderança, as mulheres têm esbanjado competência e qualificação profissional, provando que lugar de mulher é onde ela quiser”, afirma. Perpétua destaca que, apesar de pesquisas comprovarem que empresas com maior diversidade de gênero apresentam, em geral, resultados melhores, ainda é preciso avançar muito em políticas de gênero.

“Para termos mais empresas e instituições com maior diversidade, precisamos encarar muitos desafios. As mulheres continuam assumindo as maiores responsabilidades no lar e na família. Então, para que possam equilibrar suas responsabilidades profissionais e pessoais, precisamos oferecer oportunidades de flexibilidade no trabalho e implementar programas de desenvolvimento e capacitação para essas mulheres”, opina a diretora.

Conciliar a maternidade com o trabalho foi o desafio de Cláudia Alves quando aprovada no primeiro processo seletivo da ABDI, em 2005. “Meu filho tinha três anos. Não foi fácil conciliar trabalho, maternidade e vida pessoal. Normalmente a mulher acaba assumindo a maior parte das responsabilidades da casa e dos filhos. Trabalhar em um local onde cada colaborador é visto individualmente, independentemente do gênero, faz toda a diferença”, conta a gerente da Unidade de Gestão de Pessoas (UGP).

Na última pesquisa de clima organizacional feita pela ABDI, 98% dos participantes afirmaram que os colaboradores são bem tratados independentemente do gênero. “Esse é o mesmo resultado das 150 melhores empresas para trabalhar, pelo ranking GPTW. Na ABDI, nossas pesquisas de clima organizacional comprovam, ano após ano, que gênero parece nunca ter sido uma questão, o que é formidável”, comemora.

Resiliência e determinação

Há 18 anos como colaboradora da Agência, Cynthia Mattos é mãe de dois filhos e contou com uma rede de apoio para lidar, de forma gratificante, com a dupla jornada de maternidade e trabalho. “Dividir o trabalho fora e dentro de casa é recompensador, pois proporciona a oportunidade de equilibrar diferentes aspectos da vida e de manter vínculos com os colegas de trabalho e a família”, aponta a gerente da Unidade de Cooperação e Inteligência Competitiva (UCIC).

E como é ser uma liderança feminina em um mercado de trabalho majoritariamente masculino? Cynthia é direta: “Significa ser resiliente, determinada e capaz de conquistar espaços que antes eram inacessíveis. É também uma oportunidade para inspirar mudanças, promover diversidade e criar um ambiente mais inclusivo para as futuras gerações de mulheres no mercado de trabalho”, ensina.

Foi o que aprendeu também a gerente da Unidade de Transformação Digital (UTD), Adryelle Pedrosa. Há 13 anos na ABDI, já atuou em diversos setores. “Ser uma mulher líder em um mercado dominado por homens é, ao mesmo tempo, desafiador e gratificante. O principal desafio é desfazer certos estereótipos e ser reconhecida pela capacidade de liderança e competência profissional”, acredita. “No entanto, também vejo essa posição como uma oportunidade para inspirar outras mulheres a perseguirem suas ambições profissionais”, completa.

Adryelle acredita que a implementação de políticas de gênero em empresas cria vantagem competitiva para os negócios. “As empresas que são reconhecidas por sua cultura inclusiva e pelo compromisso com a igualdade de gênero geralmente têm uma reputação mais positiva no mercado de trabalho. Isso atrai talentos diversos e altamente qualificados, aumentando a capacidade da organização de inovar e se manter competitiva no longo prazo”, explica.